segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A lenda da Flor de Natal


Há muito tempo atrás, lá no México, havia uma menina chamada Pepita, que era muito pobre. Órfã de pai e mãe, Pepita morava com os irmãos numa aldeia. A festa mais importante de lá era a missa que comemorava o nascimento do Menino Jesus, na noite do dia 24 para o dia 25 de dezembro.

Era costume cada família levar um lindo buquê de flores para enfeitar a igreja para a Santa Missa. Mas sendo muito pobre, Pepita não tinha dinheiro para comprar flor alguma, nem mesmo uma simples margarida. A menina queria muito levar flores para enfeitar o altar para a missa do Menino Jesus, então resolveu colher algumas pela rua.

Com as poucas flores que conseguiu juntar, Pepita fez um buquê, muito simples é verdade, mas o melhor que ela conseguiu arrumar. Sentindo-se envergonhada pela pobreza do seu presente, ela entrou na igreja, que estava toda iluminada e enfeitada com as flores mais bonitas e perfumadas que havia. Ela olhou para o seu buquê tão simples, sem colorido ou perfume algum, e ficou triste. Sua tristeza ficou ainda maior quando as pessoas começaram a caçoar dela, por querer oferecer flores tão sem graça, numa festa tão importante, para o filho de Deus. Mas Pepita enxugou as lágrimas, certa de que ali estava o melhor que ela podia fazer e que seu presente, ainda que simples, era de coração.

Ela foi até o altar e depositou as flores lá, oferecendo-as ao Menino Jesus com respeito e reverência. No mesmo instante, uma linda luz dourada envolveu a menina e as flores, que foram crescendo, crescendo, e ganharam uma cor de um vermelho brilhante, com o miolo cheio de delicadas hastes de ouro.

O silêncio tomou conta de toda a igreja, pois todos perceberam que havia acabado de acontecer um milagre de Deus. Envergonhados, aprenderam uma importante lição de humildade. E desde aquele dia aquela flor, que hoje nós conhecemos como poinsétia, é chamada a Flor do Natal.

Versão: Gabriela Kopinits, a Cigana Contadora de Estórias

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