sexta-feira, 22 de maio de 2009

Biografia: Monteiro Lobato - Patrono da Literatura Infantil Brasileira

Por Jussara de Barros*

O dia 18 de abril foi instituído como o Dia Nacional da Literatura Infantil, em homenagem a Monteiro Lobato.
“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que o mesmo dava à leitura e sua forte influência no mundo literário. Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de Direito.
Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.
Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: "O Sítio do Picapau Amarelo", que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.
Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira e seus famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor-de-rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?
Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.
Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda "Aritmética da Emília", em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.
Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade. No ano de 2002, foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como Data Oficial da Literatura Infanto-juvenil.
*Pedagoga

Artigo: "Por que ler Monteiro Lobato?" - Léo Pires Ferreira

"Um país se faz com homens e livros", disse o Patrono da Literatura Infantil Brasileira
Por que ler Monteiro Lobato?
Léo Pires Ferreira
Monteiro Lobato (18/04/1882 – 4/07/1948) disse que "Um país se faz com homens e livros" e nos seus 66 anos de vida escreveu 23 livros da literatura infanto-juvenil, sendo o criador e o iniciador desse tipo de literatura no Brasil.
Nas obras infanto-juvenis de Monteiro Lobato, a dupla do bem (herói ou heroína) contra o mal (vilão ou vilã) não aparecem como personagens. O vilão, ou melhor, a vilã, é sempre a mesma e chama-se ignorância, a qual é sempre derrotada pelo conhecimento, que é o único herói dessas estórias.
Os textos de Monteiro Lobato fazem o seu leitor pensar, condicionando a formação de jovens e adultos com mais capacidade de raciocínio e com senso crítico em cidadania.
Outro ponto importante é a íntima união entre o real e o imaginário. São perfeitamente aceitáveis as existências de uma boneca de pano, a Emília que fala e é muito esperta, e de um boneco feito de um sabugo de milho, o Visconde de Sabugosa, que fala e é um sábio, por ter ficado, por algum tempo, junto com os livros nas estantes da biblioteca de Dona Benta, o que ressalta a importância do livro e da leitura.
Na obra infanto-juvenil de Monteiro Lobato não há as figuras materna e paterna, que, com suas naturais ansiedades, têm tendências restritivas, com excessos de alertas. Situações, por vezes, impedidoras de ações e de pensamentos. A figura da avó tem ações mais amenas, permitindo que as coisas sejam feitas. Assume muita importância a palavra liberdade. Neste caso, liberdade de ação, ou seja, fazer para aprender. Desse modo, Monteiro Lobato ensina a pensar, possibilitando aos seus leitores, crianças e jovens, a liberdade de pensamento, evidentemente com razão e lógica e com inteligência.
Como personagens principais, além dos já citados, há a Dona Benta, o adulto com cultura clássica, a avó que dá conselhos e transmite conhecimentos, mas que aceita e participa das atividades dos jovens, às vezes fazendo alguns alertas; e a Tia Nastácia, o adulto com cultura popular, mentora dessa formação jovem. Narizinho, de nome batismal Lúcia, e Pedrinho, jovens com a faixa etária para a qual Monteiro Lobato estava escrevendo, faixa etária essa que oscila de seis a oitenta anos. Os dois são primos, Narizinho mora no Sítio, não tem mãe e nem pai e Pedrinho, passa todas as férias escolares no Sítio, mora em São Paulo com a mãe, dona Tonica; o pai de Pedrinho nunca é citado.
Monteiro Lobato também deixou 23 livros importantes escritos para adultos, os quais contêm contos maravilhosos (quatro livros), artigos, críticas, ensaios, a luta pelo ferro e pelo petróleo, além de cartas e apenas um romance, ‘O Presidente Negro’, escrito em 1926, que contém uma premonição a um fato de agora, ou seja, o atual presidente dos Estados Unidos.
Todos devem ler os livros que Monteiro Lobato escreveu, crianças e adultos. As crianças e os jovens para aprenderem muita coisa, entre elas um bom conhecimento da língua portuguesa e a formação de um censo crítico positivo das coisas que nos cercam, e os adultos para voltarem a rever conceitos que, talvez, tenham esquecido ou que não tenham aprendido.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Conto: O sol e o vento"

Esse é um bom conto para quebrar o gelo, numa sessão de estórias, especialmente com adultos. Não sei quem é o seu autor, mas há várias versões dele. Essa que publico aqui é a minha preferida.
***
Um certo dia, o sol e o vento estavam discutindo sobre qual dos dois era o mais forte. O vento se gabava de, com seu poder, provocar ventanias, furacões, tornados, tempestades e toda sorte de catástrofes. O sol apenas sorria da gabolice do amigo. O vento disse, então:
- Quer ver como sou poderoso? Vê aquele velho que vem lá embaixo com um capote? Aposto que posso fazer com que ele o tire mais depressa do que você.
O sol recolheu-se atrás de uma nuvem e o vento soprou com toda sua força, até quase se tornar um furacão. Mas, quanto mais ele soprava, mais frio ficava e o velho mais firme segurava o capote para se proteger. Cansado de tanto esforço, o vento desistiu de soprar. O sol, então, saiu de trás da nuvem e brilhou com todo o seu esplendor, aquecendo tudo. Não aguentando o imenso calor que de repente se fez, o velho, mais que depressa, tirou o capote. O sol era o vencedor.

domingo, 17 de maio de 2009

Conto: "A existência de Deus"

"Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!"

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor, conheço a existência de nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? – indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

- Pela letra, pelo estilo, pela maneira de se expressar.

- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.

O empregado sorriu e acrescentou:

- Quando ouve passos de animais, em redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

- Pelos rastros – respondeu o chefe, surpreendido. Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

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Autor desconhecido

sábado, 16 de maio de 2009

Cigana Contadora de Histórias no blog Cacoetes

Cacoetes: Cigana Contadora de Histórias - 10/10/2007

Você sabia que, se não fossem os piolhos, o mundo não teria se enchido de gente? Pois é: Deus, tentando juntar Adão a Eva, que custavam a se apaixonar, jogou vários desses insetos sobre os dois moradores do Jardim do Éden. Na busca de coçar as costas um do outro, eles, enfim, aproximaram-se. O conto é apenas uma demonstração do que uma criança pode aprender através da contação de histórias. A prática, que nem sempre faz parte dos lares, é uma excelente forma de causar desejo de ler, conforme ensina a Cigana Contadora de Histórias, personificada pela jornalista Gabriela Kopinits, em Caruaru. Ela, que se considera uma “traça de livros”, repassa sua paixão pela leitura para crianças e adolescentes em escolas, bairros pobres e hospitais, levando a magia das lendas, mitos, folclores e fábulas e oferecendo, voluntariamente, um dia de alegria para os pequenos.

Gabriela tomou gosto por histórias aos quatro anos de idade, quando o pai começou ler para ela, sentado à beira da cama, antes de dormir. Daí em diante, autores como Monteiro Lobato e Ana Maria Machado ganharam uma fiel seguidora, que tenta propagar que “uma criança se torna um adulto mais seguro, feliz e equilibrado se tiver acesso à literatura”. Um dos livros preferidos da jornalista é o Contos Tradicionais do Brasil, do escritor Câmara Cascudo, considerado o Papa do folclore brasileiro. Nessa obra, a criançada pode encontrar muitos dos costumes, linguagens e crenças brasileiros. Literatura de cordel ajuda a compor o rol de predileções da contadora – e dos seus expectadores mirins também.

“Clássicos como Os Três Porquinhos, A Bela Adormecida e a Branca de Neve continuam encantando meninos e meninas. Aos poucos, eles começam a se aproximar, e quando percebo, já estão grudados na barra da minha saia, pra não se dispersar de uma só palavra”, descreve a Cigana, que hoje ajuda a manter, através da Secretaria Municipal de Educação, o Projeto de Incentivo à Leitura (em escolas públicas) e o Poesia, Alimento da Alma (com a participação de artistas da cidade).

Gabriela Kopinits foi convidada, no ano passado, para participar de uma noite de contação de histórias, organizada pelo Montalvo Arts Center, na Califórnia, Estados Unidos. A participação foi através do envio de um cd com histórias e fotos. No próximo dia 21, a jornalista estará se apresentando na Favela da Lata, em Caruaru. Quem quiser chamá-la para fazer a festa da garotada, deve ligar para o telefone (81) ****-****.

Myllena Valença

* Matéria publicada originalmente na Folha de Pernambuco

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Texto: "Contar histórias, uma arte maior" - Celso Sisto

"Contar histórias emancipa tanto quem conta, quanto quem ouve".

Verdade lindamente expressa pelo contador de histórias, ator, escritor, ilustrador e mestre em Literatura Brasileira Celso Sisto, em seu estudo da arte de contação de histórias (e estórias), que publico abaixo, como material de apoio para quem está iniciando nessa arte, incluindo a excelente bibliografia que o Celso indica.

***

"Contar história pode ser uma sinfonia. Desde que nesta sinfonia, orquestrada com palavras, entrem todos os instrumentos: do sopro da respiração, ao metal da voz; do dedilhar do corpo, ao ribombar do olhar.
Contar histórias pode ser uma opereta. Desde que nesse gênero cênico do conto, as partes embaladas pelo ritmo da fala se alternem com o que se narra com alma.
Contar histórias pode ser uma dança coreográfica. Desde que nesta seqüência de palavras com corpos e corpos com palavras, se esteja inteiramente comprometido com a melhor maneira – e nunca a única – de se expressar o coração da palavra. E que a fala, os movimentos, passos e gestos estejam associados à emoção, e claro, à plasticidade.
Contar histórias na verdade é a união de muitas artes: da literatura, da expressão corporal, da poesia, da musica, do teatro... Não há como ignorar esse quê de performático do contar histórias. Ainda que o foco maior seja apenas a voz e o texto, projetados no espaço, para atingir uma plateia. A utilização apenas desses dois elementos, voz e texto, por si só já bastaria para caracterizar o cênico e o dramático.
Mas a palavra merece mais do que um espetáculo. A palavra na boca de quem conta é o próprio espetáculo, se com isso extrapolar-se a noção de cartilha. Se para isso o narrar, o comunicar, o dialogar, o atingir outrem, o suspender o tempo, o emocionar, estiverem conjugados de modo a transformarem um texto em objeto duplamente estético. Estético na escrita, estético na passagem para a oralidade. Impacto estético antes, durante e depois!
As palavras contadas, então, adquirem um aspecto melódico, rítmico, visual; trazem no jeito que foram ditas, uma concretude que faz o outro ver o que se narra. As palavras contadas surgem prenhes de intenção, força, emoção. As palavras contadas querem dizer muito mais do que dizem em sua camada fônica.
Então, o que é necessário para que contar histórias seja arte ao alcance de quem deseja fazê-la? Extrapolar as amarras do didático, do exemplar e do mero informativo. Saltar da obrigação de ensinamento para a noção de fruição, de prazer estético, de embelezamento da conversa trocada através de uma história, do exercício de linguagem que procura a forma adequada para dizer-se de si mesmo.
Mas duvido que uma história bem contada não produza ecos no ouvinte! Ecos que se prolongam para além do momento do narrado.
Essas marcas, visíveis e invisíveis, nem sempre se pode perceber no calor da hora. Quem ouve uma história quer sempre ser atingido, de alguma forma, quer ser atingido. Quem conta, quer igualmente experimentar o poder da palavra (não sejamos hipócritas!), o poder do encantamento, e o poder do vice-versa: marcar e ser marcado! Estamos falando de uma arte que se faz, num momento específico, irrepetível, e de uma arte do que fica, para o depois do acabado! Contar, então, é também a arte da reverberação!
E quem é que dá esse status de arte, tão cutânea, ao contar história? A dignidade de quem conta, ao lidar com a palavra, sua ou do outro. A ética de quem conta, ao usar esse instrumento de sedução, tão aberto aos mecanismos de manipulação. Não é o carimbo da biblioteca, nem a exposição na prateleira dos livros de arte da livraria, nem o lugar fixo entre as dissertações e as teses universitárias (e nós, não temos, nem ao menos, uma crítica especializada no assunto!) que garantem o lugar de arte para o contar histórias. É o fazer, “in vivo” (que é mais que “in loco”), que é este fazer que permite quase tocar o texto com as mãos, quase roçar nos olhos do ouvinte com a história, quase apresentar as infinitas possibilidades de leitura de um texto. A arte do contar histórias opera antes com a noção de sugestão, de esboço. Nenhum contar é definitivo e pronto e acabado. Toda história contada oralmente é antes de tudo, uma obra em processo, que
precisa do outro para ser completada.
Mas não basta boa intenção para fazer arte. A arte de contar exige um fazer anterior, um preparo, um domínio prévio, um conhecimento, estudo, ensaio, profundidade. E é, evidentemente, exercício de longo prazo. A arte de contar histórias é também a arte de não fazer concessões: contar bons textos, contar tendo preparado, contar para ir além do que se conta. No mínimo, técnica e emoção. Técnica e repertório. Na ordem que se preferir!
Mas agora, deixemos de lado essa noção de hierarquia (aliás, quem pode dizer o que é maior e o que é menor em arte?). Maior deve ser aquilo que você faz por inteiro. Menor pode ser aquilo que se faz de qualquer jeito, sem compromisso, sem entrega. Maior tem sido a maneira como o contar histórias tem aberto caminho nesses novos tempos de vida tumultuadamente urbana, overdose de mídia eletrônica e pressa das linguagens vídeo-clipes. Maior será sempre essa soma pessoal e social que o contar proporciona, cada vez que uma biblioteca se abre para a hora do conto e a literatura viva como projeto e não como evento, que um professor conta histórias na sua sala de aula, sem preocupações didáticas, que os teatros ou outros espaços permitem ocupações menos espetaculares, que uma família se reúne para simplesmente trocar histórias. Prefiro pensar que o contar é arte para ver, ouvir, sentir; arte para um fazer coletivo; arte para ser. De uma coisa estou certo, contar histórias emancipa tanto quem conta, quanto quem ouve. O sujeito ouvinte, e o sujeito leitor. E isso já não basta?!"

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Matéria: Parabéns – Você mãe é a grande responsável pela formação de apaixonados pela leitura no Brasil

Matéria publicada no site do Instituto Pró-Livro, ONG dedicada ao fomento da leitura e à difusão do livro no Brasil:

"Nem tudo na vida precisa necessariamente ser verbalizado para ser ensinado. Ensina-se pelo exemplo, agindo, sentindo, mostrando amor ao que faz. Com a chegada do dia das mães, o Instituto Pró-Livro, responsável pela segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil achou por bem homenagear aquela que verdadeiramente vive fazendo a diferença na vida das pessoas.
Segundo os resultados da pesquisa, um em cada três leitores tem lembranças da mãe lendo algum livro e 51% dos leitores tem na mãe sua grande incentivadora no processo de ler por prazer. O papel dos pais mostra-se mais relevante ainda quando são feitas comparações entre leitores e não-leitores. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 73% delas citam as mães como quem mais as estimularam a ler. A importância feminina é ainda maior no Norte (59%) e no Nordeste (56%) do país, muito acima dos professores. O melhor é que para estas mulheres guerreiras está claro que ler não é só aprender a decodificar os códigos e símbolos da escrita. A leitura torna a viagem acessível, libera sentimentos, paixões, amplia a visão e mostra que os sonhos auxiliam na formação da realidade.
Segundo comentário do célebre escritor Moacyr Scliar “a própria palavra símbolo é muito significativa. Vem do grego symbolon, em que syn quer dizer juntos, e bolon é arremessar. Unidos por símbolos nós, humanos, nos arremessamos juntos nesta aventura que é a vida. Juntos, não separados; este caráter de união que o símbolo proporciona é uma coisa importante.” Moacyr Scliar ainda comenta em seu artigo, que faz parte do livro Retratos da Leitura no Brasil, o quanto sua mãe teve participação em sua formação como leitor e depois na decisão de ser escritor. “Minha mãe era imigrante; foi à escola, terminou o curso normal (era professora primária, como se dizia na época) e uma grande leitora – tão fã de José de Alencar que deu ao filho o nome de um dos personagens criados pelo grande escritor. Ela fazia questão de que os filhos lessem, e uma vez por ano levava-me à Livraria do Globo, no centro de Porto Alegre, onde havia uma espécie de feira do livro. Eu ficava absolutamente deslumbrado naquela enorme livraria, e a vontade que tinha era de comprar todos os livros alí existentes. Mas eu sabia que livro custa dinheiro, sabia que na nossa casa a grana era escassa, de modo que lhe perguntava quanto eu estava autorizado a gastar. E a resposta dela era uma só: na nossa casa não pode faltar livros, compra quantos quiseres.”
Assim como fez a mãe de Scliar, muitas outras mulheres têm iniciado seus filhos e sua família no mundo da leitura, mostrado seus encantos apesar de tantos outros estímulos que os jovens têm hoje com o advento da internet, dos jogos de videogame e muito mais. O IPL parabeniza a todas as mães e mulheres pela luta permanente para formar leitores e brasileiros melhores e parodia o que foi dito por Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. Com suas ações e exemplo hoje as mulheres certamente estão colaborando para uma sociedade brilhante.

Mais informações sobre a pesquisa, acesse o site: www.prolivro.org.br"

Ouça a estória "O galo rouco e o rato esperto", da Cigana Contadora de Estórias!

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